Como a escala 6x1 pode afetar a saúde física e mental do trabalhador?
- Victor Hugo Diniz
- 25 de nov. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 26 de nov. de 2024

Recentemente, cresceu o debate sobre a escala de trabalho 6x1 no Brasil, e várias reflexões surgiram a respeito da jornada excessiva de trabalho e da qualidade de vida do trabalhador. Em muitas áreas de atuação, é comum ter jornadas intensas de trabalho, como é o caso da escala 6x1, onde se trabalha 6 dias e se folga 1. Esse tipo de jornada pode gerar uma sobrecarga no trabalhador, levando ao esgotamento físico e mental. A falta de tempo de qualidade para investir em bem-estar, saúde e descanso gera malefícios para o trabalhador.
É nesse ponto que precisamos entender como essas jornadas intensas afetam a qualidade de vida do profissional e estão diretamente relacionadas a um dos principais sintomas do burnout. Quando um profissional se empenha em uma jornada de trabalho estressante, com pouco ou nenhum incentivo para manter a saúde e o bem-estar, ele vai desenvolvendo gradualmente um esgotamento físico e mental. Ele se sente desvalorizado, insuficiente e desmotivado para crescer, tanto profissional quanto pessoalmente.
O burnout, de forma simplificada, é um esgotamento intenso causado pelo estresse devido a uma jornada de trabalho ou pela pressão no ambiente profissional. Ele é descrito como um conjunto de sintomas, como cansaço físico e mental, falta de motivação e motivação para o trabalho, além da sensação de não ser suficiente ou válido para a função desempenhada.
As profissões que lidam diretamente com a atenção e o cuidado de outras pessoas, como abordadas de serviços ao público, profissionais da saúde e da educação, tendem a ser mais propensas ao burnout. Isso ocorre porque esses profissionais se envolvem emocionalmente com as pessoas com as quais interagem e enfrentam as altas responsabilidades pelas cargas. Também contribui para isso o sentimento de desvalorização da profissão, as remunerações insuficientes e as condições de trabalho inconvenientes. Esses fatores aumentam o estresse e resultam em falta de motivação. Outro grupo suscetível ao burnout é o de jovens que estão iniciando sua jornada profissional. Isso pode acontecer devido à pressão para se manterem competitivos em um mercado de trabalho cada vez mais exigente, ou pela falta de tempo para investir no autocuidado.
Diante desse cenário, é essencial pensar em formas de promover o autocuidado, a saúde e evitar o esgotamento devido ao excesso de trabalho. Buscar o equilíbrio nas decisões é fundamental. Para isso, é necessário organizar uma rotina, dentro das possibilidades, de forma que haja espaço para o descanso, atividades físicas – mesmo que breves – e uma alimentação mais saudável. A utilização de ferramentas e recursos que otimizam o tempo pode ser vantajosa para pessoas com uma rotina mais atribuída. Separei algumas dicas que podem ser úteis. Veja se são viáveis para o seu dia a dia:
1. Sempre que possível,faça pequenas pausas e busque atividades que possam te desligar do trabalho por alguns minutos, como dar uma volta pelo ambiente, fazer alongamentos, meditações breves ou outras atividades rápidas que sejam configuradas e compatíveis com o seu estilo de vida.
2. Separe algum dia da semana para dedicar alguns momentos de lazer e descanso.
3. Busque formas de atualizar seu tempo e reduzir o desgaste com tarefas domésticas ou do cotidiano.
4. Se possível, consulte a saúde e a prática dos exercícios físicos que serão determinados para você.
5. Procure passar mais tempo com sua rede de apoio.
Essas dicas são boas para iniciar o processo de autocuidado, mas é sempre importante procurar ajuda profissional para avaliar sua situação de forma individualizada e atenciosa. Nosso bem-estar físico e mental é o bem mais importante que temos para assumir qualquer responsabilidade.



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